Tenho um pijama amarelo-ovo-corta-tesão cheio de coelhos e cenouras que é duas vezes maior do que eu e ta furado no meio das pernas, mas quero ficar com você. Tenho um outro roxo cheio de melancias e florzinhas e princesas e varinhas mágicas roxo, mas quero ficar com você.
Confesso (e simplifico):tenho uma tara por pijamas com motivos mongolóides pra minha idade, tudo bem, não são só pijamas: meias também. Pensando bem, algumas calcinhas têm bonecas, desenhos, bolinhas, bichinhos e outras esquisitices do tipo agudo e crônico. Mas quero ficar com você.
Acho mania uma coisa chata e eu tenho um monte delas. Arrumo toda a louça antes de lavar e odeio quando algum engraçadinho começa a colocar prato na minha pia, não foi nessa vida que nasci com cara de escrava. Lerê-lerê. Lavo a louça ouvindo Maria Gadú e tentando imitar a voz dela. Adoro imitar os outros, e os meus sobrinhos riem disso.
Pego garfo e faço de microfone, passo esponja no copo fazendo coreografia. Tenho nojo de pasta de dente seca na pia do banheiro. Falando em banheiro, quem foi que disse que é pra molhar o tapetinho? Serve pra bonito mesmo, não pra ser pisoteado, molhado, não, não, pobre tapetinho!Lago é em outro lugar, pise no tapete depois de enxugar o corpinho, por obséquio.
Manta de sofá: sentou, bagunçou, levantou, ajeitou. A ordem é exatamente essa. Esticadinha, por gentileza. Cabelo no ralo nem pensar, não suporto, me embrulha os olhos. Eu surto. Simples desse jeito. Em alguns dias estou dengosa, cheia de amor e gestos tolos de apaixonados tolos e em outros estou comprando, vendendo e distribuindo brigas infantis.
Tenho uma tendência desgraçadinha a falar e não dizer. Falo e falo e não digo, não digo. Tenho celulite assumida. Tenho tpm assumida. Tenho mau-humor assumido e avisado...
Sou montanha-russa, caos, tormenta, confusão. Preciso dizer, não mando recado. Preciso de esconderijo, eu sou uma vilã comigo mesma. Sou um sonho bom. Sou o que eu sei e o que eu ainda nem descobri muito bem. Mas eu sou inteira e completa. Sei perdoar e ainda não aprendi a fugir.
Sou assim, complexa demais, só não se esqueça que, EU QUERO FICAR COM VOCÊ!
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Sobre as nossas certezas
Eu acredito que essa estrada deveria envergonhar-se de separar o teu corpo da minha cama e dos meus braços. E penso que seria tão bom se não tivéssemos que esperar o tempo passar ao seu bem entender, me fazendo sentir a mesma dor que você também sente, por estarmos (ainda) submetidos à ele.
Eu acho que deveria ser assim: Enquanto você está longe, os dias deveriam se resumir em segundos e milésimos de segundos. Mas como a vida é realidade, nesses eternos intervalos de tempos eu fico aqui, vendo coisas bonitas onde não haveria.
A vontade que eu tenho de ficar velhinha ao teu lado me faz ter a paciência de alguém de oitenta anos, e me deixa segura de que, o hoje não ainda, mas o amanhã - quem sabe? - é nosso. EU SEI. Você sabe. Basta.
E sigo o meu caminho sendo o melhor que eu posso, porque eu preciso ser grata. E acho que as pessoas deveriam amar mais, e que o amor fosse de fato mais importante em categoria do que orgulho, o ego, o cansaço e coisas do tipo, mas sem demagogia. Ou que pelo menos tentassem, entende?
Fácil, não é. Eu também sei, mas logo no inicio, e as coisas mais difíceis no inicio deixam um gostinho bom de recompensa na boca. Só sei que não vim ensinar nada a ninguém, por que muito mais tenho a aprender. Descobri que vim à esse mundo para me conhecer, para amar e consequentemente te encontrar. E aprender a te amar melhor a cada dia. Tal como você merece.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Ando exausta
A vizinha me conta os problemas. O primo. A irmã da cunhada da amiga. Amigos. Conhecidos. Colegas. Desconhecidos. Atendente de loja. Caixa de supermercado. Cobrador do busão. Todo mundo se queixa.
Eu estou reclamando? Parece que sim. Estou cansada de tantos problemas, não quero saber se ta ruim, se seu cachorro está com carrapato, se você não está conseguindo estudar, se ele te deu um fora, não, pelo menos não agora.
Não estou sendo irritante, egoísta ou indiferente, mas minha vida ultimamente tem sido pra segurar minha cabeça em cima do meu pescoço pra ela não sair correndo de mim, segurando petecas aqui e ali.
Uma vez me disseram que bastava um sorriso. Danou-se. Inventei de sorrir pra todo mundo e virou imã, todo mundo vem me contar problema. Adoro ajudar, adoro ouvir as pessoas, muito mais que falar, me sinto útil. Só que eu estou cansada.
Quero um tempo pra mim, pra me cuidar, me observar, me ouvir, me ver, me entender. Preciso de mim e nunca estou a minha disposição por que sempre estou a ouvir alguém. Não quero tirar férias das pessoas, só quero que percebam que não sou essa rocha inabalável, auto-suficiente.
Sou muito frágil, insegura e muito medrosa. Acreditem! Nem todo mundo me ver por este ângulo. Na verdade, não vou ouvir ninguém por enquanto, também não quero ninguém pra me ouvir. Quero ficar quieta. Em silêncio. Me esconder só por uns dias, talvez algumas semanas...
Também quero um colo. Que seja mudo. Que só abrigue e não fale.
Desculpa, ando muito ácida. Quando a doçura me der o ar de sua graça novamente voltarei.
Eu estou reclamando? Parece que sim. Estou cansada de tantos problemas, não quero saber se ta ruim, se seu cachorro está com carrapato, se você não está conseguindo estudar, se ele te deu um fora, não, pelo menos não agora.
Não estou sendo irritante, egoísta ou indiferente, mas minha vida ultimamente tem sido pra segurar minha cabeça em cima do meu pescoço pra ela não sair correndo de mim, segurando petecas aqui e ali.
Uma vez me disseram que bastava um sorriso. Danou-se. Inventei de sorrir pra todo mundo e virou imã, todo mundo vem me contar problema. Adoro ajudar, adoro ouvir as pessoas, muito mais que falar, me sinto útil. Só que eu estou cansada.
Quero um tempo pra mim, pra me cuidar, me observar, me ouvir, me ver, me entender. Preciso de mim e nunca estou a minha disposição por que sempre estou a ouvir alguém. Não quero tirar férias das pessoas, só quero que percebam que não sou essa rocha inabalável, auto-suficiente.
Sou muito frágil, insegura e muito medrosa. Acreditem! Nem todo mundo me ver por este ângulo. Na verdade, não vou ouvir ninguém por enquanto, também não quero ninguém pra me ouvir. Quero ficar quieta. Em silêncio. Me esconder só por uns dias, talvez algumas semanas...
Também quero um colo. Que seja mudo. Que só abrigue e não fale.
Desculpa, ando muito ácida. Quando a doçura me der o ar de sua graça novamente voltarei.
Sobre o ser
Acho que muitas vezes só o que é necessário é transparência. Trans-aparência, sabe? Transparência que vem pelo jeito de olhar nos olhos, mas que vem acompanhada de um modo de agir e se expresar em atitudes, que atravessem a aparência. Isso é difícil, é? Não que a outra pessoa tenha obrigação de fazer qualquer coisa, mas honestidade é o mínimo?
Lá venho eu com as minhas filosofias de novo. Mas, no fundo, o problema maior deve ser bem nosso mesmo que esperou mais de alguém do que a integridade desse alguém poderia oferecer. Somos todos imperfeitos, não? Mas é que eu acho que a gente espera do outro algumas coisas que oferece na gente. (Soa meio como burrice, i know...)
Meu jeito brusco e direto de ser já me rendeu inúmeros desafetos, mas eu ainda não aprendi a ser polida ou falsamente diplomática. Pra mim, sinceridade é uma virtude, e formalidades podem ir todas para a puta que o pariu. Isso quer dizer que se eu quiser outra coisa, se pensar outra coisa, se preferir outra coisa, você vai saber. Se te desaprovar, você vai saber. Talvez isso seja até falta de inteligência. E, em larga medida, é. Mas prefiro ser considerada rude a passar por leviana, mentirosa ou duas-caras. What you see is what you get. O que você enxerga é o que eu sou. Acho que é esse comportamento que define uma das características de mais caráter nessa vida pra mim.
Me engane uma vez, vergonha pra você. Me engane duas vezes, vergonha pra mim. Hoje, a vergonha é pra mim. Mas cada um é o que é e como é. E de idiota nessa vida só continuam nos fazendo se a gente permitir.
Sua mentira é um problema totalmente seu.
Lá venho eu com as minhas filosofias de novo. Mas, no fundo, o problema maior deve ser bem nosso mesmo que esperou mais de alguém do que a integridade desse alguém poderia oferecer. Somos todos imperfeitos, não? Mas é que eu acho que a gente espera do outro algumas coisas que oferece na gente. (Soa meio como burrice, i know...)
Meu jeito brusco e direto de ser já me rendeu inúmeros desafetos, mas eu ainda não aprendi a ser polida ou falsamente diplomática. Pra mim, sinceridade é uma virtude, e formalidades podem ir todas para a puta que o pariu. Isso quer dizer que se eu quiser outra coisa, se pensar outra coisa, se preferir outra coisa, você vai saber. Se te desaprovar, você vai saber. Talvez isso seja até falta de inteligência. E, em larga medida, é. Mas prefiro ser considerada rude a passar por leviana, mentirosa ou duas-caras. What you see is what you get. O que você enxerga é o que eu sou. Acho que é esse comportamento que define uma das características de mais caráter nessa vida pra mim.
Me engane uma vez, vergonha pra você. Me engane duas vezes, vergonha pra mim. Hoje, a vergonha é pra mim. Mas cada um é o que é e como é. E de idiota nessa vida só continuam nos fazendo se a gente permitir.
Sua mentira é um problema totalmente seu.
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